quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Recife: 2º Maior polo Médico do Brasil

Vista aérea da Avenida Agamenon Magalhães, região com a maior concentração de hospitais do Recife. Crédito Richard Wagner

Pelo custo e qualidade, doentes de diversos países do mundo começam a procurar o Recife para tratamento, levando a cidade para as principais rotas médicas do mundo.

Localizado entre os bairros da Ilha do Leite e Derby, o polo médico do Recife foi o primeiro instalado no Nordeste. Fundado no final da década de 1970 e inicio dos anos de 1980, quando as primeiras clínicas começaram a se instalar. O bairro da Ilha do Leite foi escolhido estrategicamente, pois fica entre o Hospital Pedro II (que hoje faz parte do Imip), no bairro dos coelhos, e o Hospital da Restauração, no bairro do Derby. Um dos primeiros hospitais a se instalar no polo foi o Albert Sabin e o João XXIII (Hoje, Hospital Ilha do Leite). Adalberto Ramos, 65 anos, porteiro do Hospital Albert Sabin desde a sua implantação, lembra de como tudo começou “Esse hospital foi um dos primeiros do bairro, por aqui só existia o Hospital Português e o Pedro II lá do outro lado, o Albert Sabin era, sem dúvidas, um dos mais modernos da região, só eram atendidas aqui as pessoas ricas”. Comentou Ramos.

Hoje, hospitais de reconhecimento nacional como: Hospital Português, Esperança e o Santa Joana, fazem parte do polo que gera 28,8 mil empregos diretos, somada as vagas indiretas, esse número chega a 34,7 mil. Números que geram, segundos dados do ultimo levantamento da prefeitura do Recife em 2003, 7,9 milhões de impostos para o município. Só o Hospital Português, um dos mais tradicionais e antigos do estado com 157 anos de fundação, emprega mais de 3 mil pessoas. “Nosso hospital já era referência no país antes do polo médico, mas depois que eles foi criado, crescemos muito. Uma prova disso é que até o meio de 2012 devemos inaugurar mais um prédio com 15 andares e 314 leitos. Com esse novo prédio, teremos que aumentar o nosso quadro de funcionário, que atualmente já conta com mais de 3 mil colaboradores”, comentou Laura Areias, diretora de comunicação da unidade hospitalar. 

            Boa Parte dos hospitais que compõem o polo médico atende as Classes sociais A, B e C, isso porque eles são caros e só atendem os pacientes dos melhores convênios e planos de saúde da cidade. Mas no meio de tantas unidades de saúde caras, encontramos na Avenida Agamenon Magalhães, bairro do Derby, um, dos dois hospitais do polo pertencente ao Sistema Único de Saúde, SUS, o Hospital da Restauração, HR. Com 45 anos de história, o HR é a maior emergência do Norte-Nordeste, é considerado de referência em traumatologia e neurologia para todo o Brasil. Segundo Dr. Miguel Arcanjo, Diretor Geral da unidade, saber que a instituição foi uma das responsáveis pela criação do polo médico, mostra a grandiosidade do hospital “O HR já nasceu grande, uma das provas dessa grandiosidade é o polo médico do Recife. Ele poderia ter sido construído em qualquer parte da cidade, mas nasceu aqui, por causa do nosso hospital, pela sua tradição”, comentou Arcanjo.
       Além dos diversos hospitais, a região conta com diversos laboratórios de análises clínicas, entre eles, o Gilson Cidrim, que conta com a maior rede de laboratórios do Nordeste. A rede tem sua sede e primeira unidade no Bairro do Derby foi instalada lá por conta do polo. “Vimos o crescimento do polo e resolvemos aproveitar a ocasião, deu certo, e hoje temos uma das maiores redes do país. Os pacientes terminam as consultas e já querem fazer os exames, pela localização dos nossos laboratórios podemos oferecer isso aos pacientes”, comentou o diretor da rede que leva o seu nome, Dr. Gilson Cidrim.
        
          Para quem utiliza os serviços do polo, o sucesso está diretamente ligado à localização estratégica e a quantidade de serviços oferecidos. Maria de Lurdes, aposentada de 75 anos, afirma que só marca consultas no polo. “Minhas consultas são realizadas lá porque quando eu termino, já vou direto nos laboratórios realizar os exames, em clinicas de outros bairros isso não acontece”,Comenta a aposentada. Clara Fernanda, professora de 45 anos, utiliza as clinicas da região por causa da localização. “Moro em Candeias e trabalho em Olinda, o polo médico fica entre os dois, por isso, pra mim é a melhor opção para realizar exames e consultas. Além da qualidade dos médicos”, afirmou Fernanda. O estudante Luiz Guilherme, 15 anos, também se consulta na região por conta da proximidade da sua escola “Estudo no GGE, não preciso perder aula para ir ao médico, chego no máximo atrasado”, comenta rindo o estudante. 


Equipe Recife com Saúde

Um comentário:

  1. Preciso trabalhar, tenho 13 anos na area radiologia medica. meu email gilcosme@bol.com.br

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